As Luzes do Farol
O Samurai e o Farol da Liberdade
Em sua excepcional ‘live’ Bushido, exibida no dia 06 de outubro de 2025, no ‘Lanterna do Abe’, Abraham levanta a importância de se ter bons exemplos para reforçar valores e ideais e o quanto a figura de um herói, real ou mesmo fictício, nos ajuda nisso! A construir em nosso imaginário uma maneira de encarar a vida, simulando as ações desse herói e passando do pensamento para a ação no dia a dia, mantendo nossa bússola moral intacta, em cada decisão tomada e a cada ação feita, tendo sempre em mente o que ele faria! E nos unirmos a outras pessoas que têm o mesmo senso de admiração ao herói, esta pessoa ou personagem, ajuda a reforçar que estamos no caminho certo! Dá-nos senso de grupo e de referência sólida. Ajuda-nos a construir uma autoimagem próxima ao nosso ideal, sem desviar o olhar do que julgamos correto, justo e seguir o exemplo de quem nos inspira, altivo, forte, mas ainda assim, capaz de ser gentil e compreensivo. Criamos um Código de Honra, permeado com nossos princípios, valores e nossas referências!
E temos o Farol da Liberdade e a sua intenção de ser um movimento civilizatório, extremamente necessário nos tempos atuais, em que imperam o maligno, o egocentrismo e o afastamento dos mandamentos divinos. O Farol, com a sua luz, nos aponta os caminhos, mostra as referências e busca criar uma consciência suficiente para que o faroleiro possa se preparar para o que virá e, principalmente, para que consiga avaliar o que é verdadeiro ou não, antevendo os enganos, e saber conduzir a sua vida de forma a se proteger e a proteger aos seus! O Farol busca preparar o faroleiro para ser consciente, autossuficiente, firme em seus valores e em sua postura, mas sem perder a noção do todo, onde cada um importa, e de que a força vem da união.
Por que citar a necessidade que nós temos de ter um herói para chamar de nosso? Discorro um pouco a seguir.
DIVAGAÇÕES
Inúmeros acontecimentos recentes em minha vida me fizeram repensar muitas coisas, principalmente as relacionadas ao futuro do meu filho, atrelado inexoravelmente ao futuro do País. Tenho, atualmente, três mulheres ao meu redor que me auxiliam nas tarefas diárias com a casa e com meu filho e todas as três passando por sérios problemas, que acabam impactando bastante a minha rotina. Problemas graves para cada uma delas, situações em que o Estado deveria agir de forma eficaz, mas oferece apenas abandono, descaso e inoperância. Precisei reorganizar muita coisa e ainda não consegui me ajeitar como antigamente. E ecoam em minha mente as palavras de Abraham Weintraub: “e vai piorar...” e para mim, está piorando a olhos vistos! E não vejo solução a curto e nem médio prazo, exceto se o Farol ascender ao Poder!
Atualmente, vejo somente o Farol como uma possibilidade de retomada, de luz no final do túnel quilométrico que estamos atravessando, com a nítida noção de que estamos sendo conduzidos intencionalmente ao caos. Uma quantidade assustadora de casos de corrupção, em que a maioria segue impune, com muitos de seus autores ocupando cargos públicos e perpetuando a corrupção. Uma Justiça falha, cúmplice, que colabora com a impunidade. E uma série de pensamentos e preocupações se juntaram na minha cabeça, pesando o meu coração. Como conseguimos deteriorar tanto? E o que podemos fazer para combater tudo isso? Como ter melhores perspectivas e esperanças em dias mais azuis?
Vejo um conjunto de fatores que vão da destruição da família, com o consequente abalo em nossos valores morais, à falência do sistema educacional em todos os seus níveis, formando profissionais de competência duvidosa. Percebo a deterioração em todas as áreas e os auxílios oferecidos pelo Estado só pioram o quadro, criando uma dependência maligna e escravizante. O resultado são inúmeras vagas de emprego sem serem preenchidas, por absoluta falta de candidatos aptos aos serviços. Sobra malemolência, ócio, preguiça e faltam horizontes, planos, sonhos... Meninos que antes sonhavam em ser astronautas, trapezistas de circo, médicos, bombeiros, hoje correm atrás do trenzinho do funk barulhento, reproduzindo dancinhas ridículas e aguardam ansiosos o lançamento do próximo game do XBox. Com as meninas então, é bem pior! Onde antes se sonhava em ser professora, comissária de bordo, a Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Wendy do Peter Pan, ou a Branca de Neve, hoje sonham precocemente com artistas de sucesso (duvidoso), influencers das redes sociais e precoces, julgam-se maduras o suficiente para fazer igual...
Hoje vivo dias estranhos entre mulheres que não reconhecem seu lugar de fato ou de direito e se veem perdidas entre multitarefas, muitas assumindo por necessidade o comando logístico e financeiro do lar. Muitos lares desfeitos, ou famílias disfuncionais, com cada um isolado em seu nicho seguindo os dias quase a esmo, mais por automação do que por prazer em conviver, em realizar, seja por dedicação ou mesmo por obrigação. Estão no modo ‘copia & cola’. O cenário é deprimente!
REMINISCÊNCIAS
Lembro de minha mãe, que sempre trabalhou dentro e fora de casa. Arranjava tempo para nos socorrer em machucados, ajudar nas tarefas da escola, ensinar-nos, meninas ainda, o crochê, o tricot, costurava nossas roupas, cozinhava nossos almoços e jantares e preparava caprichados cafés-da-manhã dominicais, enquanto lia as teses de mestrado e doutorado de seus orientandos, fazia suas orações e, sim, ainda sabia dar atenção ao meu pai. O dia dela me parecia ter 48 horas! E, assim, criou 5 filhos, hoje, todos com nível de educação superior, produtivos e independentes. E penso: em que momento nos perdemos disso tudo? Repasso as lembranças, as cenas que assisti ao vivo ou em telas e as cenas que me foram relatadas. A conclusão a que chego é de que precisamos de um resgate urgente dos valores femininos e do papel de ser mulher! Somos a base da família, o alicerce do lar, mas de alguma maneira, até sem percebermos, perdemos o fio da meada.
Lembro de um documentário que assisti, em 2023, que me chocou bastante, chamado “What Is A Woman”, do jornalista norte-americano Matt Walsh, onde transitamos pelo universo transgênero, pela sexualidade precoce, suas incongruências e debates acalorados sobre o tema, em que vemos o psicólogo Jordan Petersen afirmar o que podemos perceber facilmente: que estão masculinizando as mulheres e feminilizando os homens. E é clara a dificuldade em se responder uma única e simples pergunta recorrente, com resposta suspensa até o final do documentário: o que é uma mulher? E penso no papel da mulher, tão importante, tão amplo, tão necessário, mas ao mesmo tempo, propositalmente, desvalorizado. Faz parte de uma agenda mundial a destruição da família em sua base de valores e dos papéis essenciais da figura do pai e da mãe, como brilhantemente abordado no artigo “A Família: Coração dos Valores e da Continuidade”, por Doc Simons, no seu The Farolist Papers[1], Capítulo 3: “Onde a família é destruída, resta a massa – órfã de memória, de dever e de destino. Defender a família, portanto, não é resistir ao progresso: é resgatar o princípio sem o qual nenhuma civilização se sustenta” e ele reforça que segundo o Farol da Liberdade, “sem família, não há civilização”.
Hoje, as novas famílias têm irmãos de pais diferentes porque a mãe já se casou três vezes e, romântica incurável, já está planejando o quarto casório, porque dessa vez, será para sempre! Tem famílias de 2 pais, 2 mães, ou um casal pais de pet, ou pior, de bebês reborn! Fui, por algumas vezes, madrinha de casamento e, na minha média, os divorciados ganham dos que insistem em seguir com o matrimônio e dividir as conquistas, as mazelas e a responsabilidade de criar os filhos e de construir um futuro, juntos.
Pulo aqui para um curta-metragem de animação brasileiro em 3D, que assisti nos idos de 2006/2007, chamado Vida Maria, produzido e dirigido por Márcio Ramos, animador gráfico que, em 2006, ganhou, em sua categoria no evento, três Prêmios Ceará de Cinema e Vídeo, um evento anual promovido pelo governo do Estado do Ceará que, hoje, é linkado ao CineCeará – Festival Íbero-americano de Cinema. Numa pincelada rápida do curta (recomendo fortemente que você assista), vemos Maria José, 5-6 anos, desenhando sonhos na janela, quando é duramente “acordada”, chamada pela mãe, para a realidade da vida severina. E o curta segue acompanhando Maria José por sua vida toda, até o desfecho final, mas descortina que sua vida foi a mesma de sua mãe, que foi a mesma de sua avó, de sua bisavó, tataravó..., a mesma perspectiva, o mesmo destino cinza, a mesma vida árida... todas são a mesma... Maria. O vídeo me impactou sobremaneira e me lembro dele até hoje, pensei em seu futuro e senti dor, como se Maria José fosse minha filha e meu destino fosse o mesmo do dela e vice-versa... e extrapolei para o meu redor, para a minha realidade, e enxerguei cada irmão, cada amigo, na mesma situação desenhada, guardadas as devidas proporções, lógico! Assim como muitos de meus conhecidos, sou e vou morrer classe média! Aqui, neste chão, as oportunidades não brotam com facilidade e tudo precisa ser conquistado a duras penas e com muitos sacrifícios! Poucos privilegiados, poucos com muito dinheiro e políticos impunes, com poder e dinheiro fácil, são uma combinação explosiva, que ataca essencialmente a nossa qualidade de vida, a nossa capacidade de ascensão intelectual, cultural e profissional; nosso direito ao justo, à Segurança, à Educação, à Saúde, ao Lazer, através dos impostos religiosa e extorsivamente cobrados e, principalmente, a almejar planos e sonhos! Aqui, nesta terra, fica a impressão de que só ricos podem ter e fazer! Realizar os sonhos para nós, os “normais”, é e fica, a cada dia, mais difícil! E, na correria da vida e de pagar boletos, vamos nos esquecendo de sonhar e, automaticamente, seguimos cumprindo as tarefas para sobreviver, assim como cada uma das Marias do curta-metragem. Há pouquíssimas chances de concretizar os planos, exceto aos muito obstinados, aos determinados, firmes em seus ideais e valores e, principalmente, aos seres em extinção: os inteligentes e fortes! Vejo cada vez menos pessoas assim, focadas em seu próprio destino e no crescimento interior, na busca de realizar seus sonhos, pelo seu melhor e pelo seu redor. Em desejar viver bem, em paz, decentemente, desfrutando de suas conquistas.
Em contrapartida, vejo cada vez mais pessoas obcecadas pela vida glamorosa do outro, aparecendo nas janelas dos apps e redes sociais! E, seguimos, sem conseguir atingir as causas dessa distopia, do desarranjo na alma, do esfarrapo dos valores... Observamos, vorazmente, a vida alheia para esquecer de nossos dissabores, de nossa derrota! E haja likes e seguidores, que enriquecem alguns financeiramente, mas empobrecem uma multidão no espírito. A impressão é que essa sublimação é a nova morfina, feita para anestesiar, para desfocar, para idiotizar as mentes que poderiam se tornar brilhantes, mas que estão hoje, aprisionadas na vida alheia que não lhes pertence, esquecendo de seus próprios objetivos e interesses! E de Deus!
Quando esquecemos de Deus, de nosso propósito e de nosso compromisso cristão, a ruína moral chega fácil e, com ela, perdemos nossa função humana de cuidar de nós mesmos e do outro. A individualidade impera e vira : “se está bom para mim, pouco ou nada me importa se está ruim para o resto!” Individualismo liberal na veia. Viramos todos, Marias... Automatizados na função sobrevivência!
O QUE MUDA ISSO?
Como podemos ter a perspectiva de uma vida melhor, mais decente, mais justa, menos desigual? Aqui, dirijo-me, exclusivamente, às mulheres: como faroleira, consigo separar o bom do ruim, o certo do errado, o fácil do difícil e entender que ambos fazem parte do caminho de construção de uma vida mais voltada aos valores cristãos e à família e da necessidade de se refazer as bases destruídas. Retomar a consciência do que é honra, caráter e do que é preciso passar às próximas gerações. Vejo o papel da mulher essencial nessa retomada! Peço a Deus que Ele nos conceda a sabedoria e nos dê a chance de sermos todas as heroínas de nós mesmas! Fortes, mas gentis; firmes, mas amorosas; guerreiras, mas femininas; companheiras que sabem avançar, equilibrar, ceder e compartilhar.
CONCLUSÃO
Que nós, faroleiras & faroleiros, possamos buscar nossos objetivos, embasados por nossos corações valorosos e lutar por nosso direito a uma vida decente e digna, para nós, nossos filhos e quem mais vier. No Farol da Liberdade há essa vontade de ser melhor, de ser inteiro, de ser competente e receber a recompensa por ser correto! Vejo apenas essa única possibilidade de corrigir o nosso trajeto distorcido, de retomar a dignidade como povo e de reconstruir essa terra arrasada, transformando-a em uma nação rica, forte, soberana e desenvolvida! As luzes do Farol restabeleceram as minhas esperanças! Que entendamos que a solução de tudo está em nossas mãos e só nós podemos definir o nosso destino! Que estejamos preparados, como guerreiros, samurais, heróis ou templários, para enfrentarmos unidos a tempestade que se aproxima!
O Farol nos conduzirá! Que nos dê sobreforça, vontade e coragem e que Deus nos proteja de todo o mal! Amém!
Non nobis, Domine! Non nobis, Sed nomini da Tuo gloriam!
Referências:
WEINTRAUB, Abraham. Lanterna do Abe: Bushido – Caminho do guerreiro. 2025. Vídeo (Live). YouTube, 6 out. 2025. Disponível no YT. Acesso em: 6 nov. 2025.
WALSH, Matt. Official trailer: What is a woman?. 2022. Vídeo (1 min 30 s). YouTube, 14 maio 2022. Disponível no YT em: 6 nov. 2025.
SIMONS, Doc. A família: coração dos valores e da continuidade. In: The Farolist Papers. [S. l.]: Farol da Liberdade, 2025. Capítulo 3. Disponível no YT. Acesso em: 6 nov. 2025.
RAMOS, Márcio (Dir.). Vida Maria. 2006. Curta-metragem (11 min). São Paulo: [s. n.], 2006. Disponível no YT. Acesso em: 6 nov. 2025.
[1] SIMONS, Doc. A família: coração dos valores e da continuidade. In: The Farolist Papers. [S. l.]: Farol da Liberdade, 2025. Capítulo 3. Disponível em: https://faroldaliberdade.substack.com/p/a-familia-coracao-dos-valores-e-da. Acesso em: 6 nov. 2025.




Dúvida cruel enfrentam as mulheres: compatibilizar realização profissional com a realização emocional. O feminismo impôs a todas o paradigma do sucesso profissional como referência para a realização pessoal, esquecendo-se do papel mais nobre e divino que apenas a mulher é capaz: gerar e educar uma nova geração, moldando toda a humanidade. A mão que balança o berço governa o mundo, mas as feministas decidiram apequenar o papel da mulher igualando-as aos homens, enquanto estes são e sempre foram seus filhos ou servos. Afinal, qual homem não deseja a felicidade de sua mãe ou da mulher que ama?
Inicio afirmando que o único ser capaz de transformar, por sua divindade, ainda é a mulher. Ela é a que concebe, que gera. Então somente ela tem o poder de transformar. Ocorre que, atualmente isso já esta "fora de moda". A transformação tem sido no sentido de afirmação dos direitos, sejam eles quais sejam, ainda que despidos de quaisquer valores, ainda de desnudos de quaisquer coerência, somente para que o absurdo possa imperar, para estar na moda, e se sentir pertencente a qualquer grupo virtual. A verdade está se impondo, e não depende de modismo, mas já estamos em processo de redução populacional, na maioria dos países do mundo. O maior valor da mulher agora, não é a concepção, mas sim, o pertencimento virtual, em que pets e bonecos são mais importantes que a vida. Isso é mesmo programado e o autor são algumas "autoridades" "influencers" por trás do Estado. Parabéns Luciana por seu texto elucidativo e completo!